Visite alguns sites que abordam o tema "dinossauros" ou paleontologia em geral.
No Brasil
- http://acd.ufrj.br/mndgp/pdbpv.htm (Projeto Dinossauro)
- http://acd.ufrj.br/geologia/sbp/sbp.htm (Sociedade Brasileira de Paleontologia)
- http://www.igc.usp.br (Instituto de Geociência da USP)
- www.ufac.br//labs/Paleontologia (Laboratório de Pesquisas Paleontológicas do Acre)
- http://groups.yahoo.com/group/grupoterritorio (Grupo de Discussão - Território dos Dinossauros)
- www.ufac.br//labs/Paleontologia - www.mz.usp.br- www.eciencia.usp.br- www.igeologico.sp.gov.br- www.igc.usp.br/museu- www.museuhistorianatural.com- www.institutopaubrasil.org.br - www.dinossaurosemmarilia.fundanet.br - www.museujobas.hpg.ig.com.br - www.museunacional.ufrj.br- www.museu.ucdb.br- www.museu.ufrgs.br- www.cprm.gov.br/- www.ufrgs.br/ceclimar/museu/- www.pallotti.com.br/museu- www.fumdham.org.br- www.urca.br- www.mcc.ufrn.br- www.esam.br/paleontologia- www.unb.br/ig/exte/museu
No Mundo
- www.bbc.co.uk/sn/prehistoric_life/dinosaurs (Prehistoric life at BBC)
- www.ucmp.berkeley.edu (University of California / Museum of Paleontology)
- www.paleoportal.org (The Paleontology Portal)
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14200.shtml
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quarta-feira, 27 de junho de 2018
Conheça a História dos Dinossauros os Protagonistas da era Mesozoica
Conheça a História dos Dinossauros os Protagonistas da era Mesozoica
Fonte: https://fabiohaubert.com.br/dinossauros/
“Tataravô” de gigantes: nova espécie de dinossauro brasileiro traz pistas sobre a origem dos grandes dinossauros herbívoros
Bagualosaurus agudoensis viveu no período Triássico, há cerca de 230 milhões de anos
25 de maio de 2018 · Reportagem: Camila Raposo
Representação artística da paisagem na região de Agudo (RS), há 230 milhões de anos. No centro da imagem, uma dupla de Bagualosaurus agudoensis confronta o cinodonte Trucidocynodon riograndensis (canto inferior esquerdo). No canto inferior direito, um Hyperodapedon, réptil herbívoro do grupo dos rincossauros. Ao fundo, um grupo de cinodontes, Exaeretodon riograndensis, observa a cena - Arte: Jorge Blanco

Primeiros restos do Bagualosaurus agudoensis como foram encontrados na rocha. Alguns dentes do animal podem ser vistos no centro da imagem – Foto: Cristina Bertoni-Machado
Estudo publicado nesta sexta-feira, 25 de maio, no periódico científico britânico Zoological Journal of the Linnean Societyapresenta uma nova espécie de dinossauro, que viveu no período Triássico, há cerca de 230 milhões de anos. O fóssil foi encontrado no município de Agudo, no Rio Grande do Sul, e foi estudado por paleontólogos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade de São Paulo (USP). A nova espécie, nomeada Bagualosaurus agudoensis, faz parte da linhagem dos sauropodomorfos, que inclui os maiores dinossauros conhecidos: quadrúpedes herbívoros de portes titânicos e pescoços compridos, a exemplo do brontossauro e do braquiossauro, que viveram no período Jurássico.
Apesar de não ser um gigante como seus parentes do Jurássico e do Cretáceo, o Bagualosaurus era considerado grande para sua época. Conforme explica o paleontólogo da UFSM Flávio Pretto, que liderou o estudo durante seu doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geociências da UFRGS, há 230 milhões de anos, quando os primeiros dinos começavam a surgir no planeta, a maior parte deles eram animais pequenos, que mal chegavam a 1,5 metro do focinho à ponta da cauda, enquanto o Bagualosaurus ultrapassava os 2,5 metros de comprimento.
Além de ser maior que seus parentes da época, que eram onívoros, o Bagualosaurusapresentava dentes adaptados para se alimentar de plantas. Apesar de não ser possível afirmar com certeza se sua dieta era estritamente herbívora, Pretto explica que o formato dos dentes e do crânio indicam que as plantas contemplavam uma parte importante da dieta desses animais, e é pouco provável que comessem carne também. “Esse novo hábito alimentar foi crucial para que os sauropodomorfos pudessem atingir grandes tamanhos, como se veria milhões de anos mais tarde”, afirma o paleontólogo.

Foto e reconstrução (partes preservadas representadas em cor mais clara) do crânio e da mandíbula de Bagualosaurus agudoensis – Foto: Luiz Flávio Lopes/UFRGS – Ilustração: Flávio Pretto
“Um dos pontos interessantes sobre Bagualosaurus é que o animal apresenta características de dinossauros tipicamente herbívoros (por exemplo, os dentes em forma de folha, com coroa dentária alta, aliados a um crânio relativamente pequeno). E ao mesmo tempo, ele era um dinossauro grande para os padrões da época (rivalizando em tamanho com boa parte dos outros animais herbívoros do seu tempo)”, explica Pretto. Até o momento, pensava-se que essas características só teriam surgido mais tarde em sauropodomorfos. “Com o Bagualosaurus, agora sabemos que essa tendência parece ter aparecido mais cedo na linhagem”, complementa.
O Bagualosaurus é a sétima espécie de dinossauro descrita para o Triássico do Rio Grande do Sul e deve ter convivido com quatro outras, Pampadromaeus barberenai, Saturnalia tupiniquim, Buriolestes schultzi e Staurikosaurus pricei. Segundo os coautores do estudo Max Langer e Cesar Schultz, professores do Departamento de Biologia da USP e do Departamento de Paleontologia da UFRGS, respectivamente, fósseis de dinossauros tão antigos são bastante raros, com esqueletos bem preservados encontrados apenas no sul do Brasil e no noroeste da Argentina. Assim, quase tudo o que se sabe sobre a aurora dos dinossauros provém desses fósseis sul-americanos. Agora, com a descoberta do Bagualosaurus, a origem do gigantismo dentre os dinossauros herbívoros começa a ser desvendada.

Representação esquemática do esqueleto do Bagualosaurus agudoensis. Ossos preservados estão representados em cor mais clara – Ilustração: Flávio Pretto
Artigo científico
PRETTO, Flávio A.; LANGER, Max C.; SCHULTZ, Cesar L. A new dinosaur (Saurischia: Sauropodomorpha) from the Late Triassic of Brazil provides insights on the evolution of sauropodomorph body plan. Zoological Journal Of The Linnean Society, 25 maio 2018.
Fonte: http://www.ufrgs.br/secom/ciencia/tataravo-de-gigantes-nova-especie-de-dinossauro-brasileiro-traz-pistas-sobre-a-origem-dos-grandes-dinossauros-herbivoros/
Pesquisadores identificam novo réptil fóssil de 230 milhões de anos no Rio Grande do Sul
“Pagosvenator candelariensis” viveu na região de Candelária durante o Período Triássico
8 de maio de 2018 · Reportagem: Camila Raposo
Reconstituição de Pagosvenator candelariensis a partir da porção preservada no fóssil – Ilustração: Renata Cunha
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) identificaram uma nova espécie de réptil fóssil pré-histórico do interior do Rio Grande do Sul, que viveu há aproximadamente 237 milhões de anos, no Período Triássico (que durou entre 251 até 201 milhões de anos). A descoberta foi descrita em artigo publicado no periódico britânico Zoological Journal of the Linnean Society.

Acima, foto do fóssil de Pagosvenator candelariensis, destacando o crânio em vista lateral esquerda. Abaixo, imagem de tomografia computadorizada – Foto: divulgação
Batizada de Pagosvenator candelariensis,a nova espécie foi identificada a partir de um fóssil que consiste em um crânio e uma mandíbula quase completos, associados a algumas vértebras do pescoço e a algumas placas ósseas que cobriam seu dorso, similar aos dos crocodilos de hoje dia. O estudo também utilizou técnicas de tomografia computadorizada, a partir das quais os cientistas puderam ter acesso a muitas informações sobre a anatomia do crânio do animal sem danificar o material.
O fóssil em questão foi doado anonimamente para o Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues, no Município de Candelária, região centro-oeste do Estado do Rio Grande do Sul, no Natal de 2015, o que motivou o apelido carinhoso de “Papai Noel”. Após a finalização do estudo, o fóssil foi devolvido ao museu, onde encontra-se em exposição atualmente.
Conforme explica o líder da pesquisa Marcel Lacerda, que conduziu o trabalho durante seu doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geociências da UFRGS, como, no momento da doação, não foram fornecidas maiores informações sobre o fóssil, não é possível saber com exatidão o local em que foi encontrado. A análise dos elementos químicos presentes no objeto, as características da espécie e o período de sua formação, entretanto, indicam que é bastante provável que o fóssil venha da região de Candelária.
O nome da nova espécie, aliás, é uma homenagem à importância desse município para a paleontologia. Pagosvenator candelariensis significa “o caçador da região de Candelária”. Pagos é um jargão gaúcho usado para se referir ao lugar de onde veio o material, derivado do latim pagus, que significa aldeia, região, província; e venator é um termo em latim que significa caçador.

Reconstituição corporal de vida de Pagosvenator candelariensis e do seu ambiente na época – Ilustração: Renata Cunha
Características
Segundo Lacerda, o Pasgosvenator era um animal de médio porte, com até três metros de comprimento, e, com base na comparação com outras espécies semelhantes já conhecidas, existe forte evidência de que seria um quadrúpede. Os dentes longos e recurvados indicam que o animal apresentava uma dieta carnívora, possivelmente baseada em pequenos e médios animais.
O professor de Paleontologia da Univasf Marco França, coautor do estudo, explica que o Pagosvenator pertence ao grande grupo dos arcossauros, que apresenta duas linhagens evolutivas: uma formada pelos ancestrais dos crocodilianos modernos e outra que inclui aves e dinossauros. “A nova espécie descrita não tem relação com as aves e os dinossauros, ela está na linhagem que deu origem aos crocodilos, embora ainda seja muito distante destes. Mais especificamente, o grupo em que o Pagosvenator se insere é denominado de Erpetosuchidae, sobre o qual, apesar de ser conhecido e estudado há muito tempo (desde o século XIX), não se possui muitas informações sobre a anatomia e as relações de parentesco entre seus componentes, já que é representado apenas por espécimes incompletos”, elucida França. Fósseis desse grupo foram encontrados na Europa, nos Estados Unidos, no leste da África e na Argentina. Pagosvenator é a primeira ocorrência desse grupo para o Triássico do Brasil.
Período Triássico
O Triássico é o primeiro período da Era Mesozoica e um importante momento na história da vida dos animais terrestres, porque é o intervalo temporal no qual surgiram os primeiros dinossauros, além dos ancestrais dos lagartos, dos crocodilos e dos mamíferos atuais. “Este trabalho é importante porque soma aos outros trabalhos na área que buscam compreender como era a região há 230 milhões de anos, no período Triássico”, afirma o professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia da UFRGS Cesar Schultz, que também participou da pesquisa. “Graças a estes estudos, hoje sabemos que os predadores desta época eram bem diversos. Vários deles, comoPagosvenator candelariensis, eram maiores que os dinossauros nessa época”, complementa França.
Como explica Lacerda, a descoberta amplia o conhecimento das espécies fósseis do Rio Grande do Sul e aumenta a compreensão dos processos evolutivos que levaram a diversidade de registros fósseis do estado. “Toda informação nova é útil para conseguirmos entender como eram o ambiente e a fauna daquela época. São informações que ajudam a contar a história da diversidade da vida daquele período”, enfatiza o pesquisador.
O trabalho foi realizado com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe).
Artigo científico
LACERDA, Marcel B; FRANÇA, Marco A G de; SCHULTZ, Cesar L. A new erpetosuchid (Pseudosuchia, Archosauria) from the Middle–Late Triassic of Southern Brazil. Zoological Journal Of The Linnean Society, 28 abr. 2018.
Fonte: http://www.ufrgs.br/secom/ciencia/pesquisadores-identificam-novo-reptil-fossil-de-230-milhoes-de-anos-no-rio-grande-do-sul/
Livro mapeia os dinossauros que viveram no Brasil

Era dos dinossauros: O empolgante futuro de 160 milhões de anos – Foto: Reprodução/Editora Marte
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Uma viagem no tempo para observar o início da vida e de sua diversidade. E sentir a sensação de mergulhar em um universo ao mesmo tempo fantástico e real, para observar os primeiros seres de um território que centenas de milhões de anos depois receberia o nome “Brasil”. É essa descoberta que o livro O Brasil dos dinossauros, do paleontólogo Luiz Eduardo Anelli e do paleoartista Rodolfo Nogueira propicia. Lançado pela Editora Marte, revela, em suas 132 páginas, paisagens e informações preciosas da nossa tão pouco conhecida e divulgada Pré-História.
A pesquisa de Anelli, professor do Instituto de Geociências da USP, e a habilidade e conhecimento de Nogueira, reconstroem animais, plantas e resgatam a árvore genealógica da vida do País e do planeta. “A vida e a diversidade que dela surgiu é o maior prodígio do universo”, explica o professor. “Nascida nos oceanos primitivos, pavimentou o caminho pelo qual trilhou, evoluindo de minúsculas bactérias até os maiores dinossauros.”
Ao contrário do que muitos imaginam, Anelli ensina que a genealogia da vida comprova que todos os seres vivos estão relacionados. “Temos todos algo em comum, ainda que em uma pequenina sequência de genes pré-históricos guardada em nossas células, e em bactérias nas mais profundas fossas oceânicas, nas plantas, nos protozoários, fungos e todos os animais. Dos ramos dessa grandiosa árvore, não há vida que escape.”
No início, miúdos e delicados, os dinossauros tiveram que aguardar trinta milhões de anos…
Segundo Anelli, os dinossauros não dominaram a fauna logo em seguida à sua origem, pois, na época, já havia grandes e impetuosos animais. “No início, miúdos e delicados, os dinossauros tiveram de aguardar trinta milhões de anos até que a fauna carnívora e herbívora concorrente de grandes arcossauros fosse dizimada por mudanças climáticas, pelo impacto de um asteroide e finalmente por um extenso vulcanismo. Não havia competições. O que estava em falta eram espaços desocupados.”
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.Anelli vai pontuando a origem e a forma como os dinossauros e o planeta foram evoluindo. Cita a espécie Staurikosaurus como “um remoto bisavô”. “Está entre os primeiros dinossauros reconhecidos no Brasil”, observa. “Eles foram os primeiros artrópodes terrestres a respirar fora da água, e durante os períodos Carbonífero e Permiano, algumas espécies chegaram a quase três metros de comprimento.”
Anelli informa que “é impossível estimar a quantidade de esqueletos que a geologia pôde preservar e enviar ao futuro no interior das rochas”. Segundo ele, bilhões de indivíduos viveram durante a era Mesozóica. “No entanto, esqueletos de uma pequena fração desses animais encontravam o caminho da fossilização e, recuperá-los hoje é um enorme prodígio. No Brasil, encontrar um único osso sequer é quase um milagre”, ressalta.
No início, miúdos e delicados, os dinossauros tiveram que aguardar trinta milhões de anos…
O livro traz uma pesquisa inusitada com as ilustrações que aliam ciência e arte para apresentar uma realidade de há milhões de anos. Anelli, em uma linguagem simples, didática e, ao mesmo tempo, poética, desperta o leitor para uma aventura às margens das planícies do sudoeste do Pangea (continente que existiu entre 200 e 540 milhões de anos, durante a era Paleozoica, há 160 milhões de anos). As imagens de Nogueira detalham a vida e o cotidiano dos dinossauros inseridos em uma paisagem que surpreende pelas cores e detalhes da natureza. Importante destacar também o projeto gráfico com mapas, fichas técnicas, informações que fazem a diferença para a compreensão do leitor. O formato do livro também surpreende – tem 51 centímetros de largura e 24,5 centímetros de altura – e possibilita a inserção de 27 imagens com dinossauros gigantescos.

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“Retratar O Brasil dos dinossauros foi épico”, afirma o paleoartista Rodolfo Nogueira. “Escutei o chamado e entrei como um garoto comum em uma viagem deslumbrante a um mundo mágico. Acabei vivendo a maior história de todas, a do tempo.”
“Retratar O Brasil dos dinossauros foi épico”, afirma o paleoartista Rodolfo Nogueira. “Escutei o chamado e entrei como um garoto comum em uma viagem deslumbrante a um mundo mágico. Acabei vivendo a maior história de todas, a do tempo.”

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Serviço
O Brasil dos dinossauros, de Luiz Eduardo Anelli e Rodolfo Nogueira.
Lançamento da Editora Marte, com 132 páginas. Preço: 149,00
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Fonte:
Museu de Geociências instiga público a conhecer melhor os dinossauros
Organizada pelo professor Luiz Eduardo Anelli, a exposição “Dinossauros?” traz 100 bonecos que provocam os visitantes a aprender mais sobre estes animais pré-históricos
Cerca de 200 milhões de anos atrás, mais de mil espécies de dinossauros dominavam a Terra. De tamanhos e características muito diversos, esse grupo especial de répteis desperta até hoje a curiosidade não apenas de cientistas – interessados em descobrir detalhes sobre seu surgimento, vida e extinção -, mas do público, que alimenta sua imaginação com filmes e livros. A partir do dia 18 de novembro, os apaixonados por estes gigantes terão à disposição a mostra Dinossauros?, inaugurada no Museu de Geociências da USP.

Cada bloco que compõe a exposição traz uma pergunta para o público. Quem é o intruso? O que teremos para jantar? A defesa é o melhor ataque? Quem veio primeiro, o ovo ou o dinossauro? “São provocações que não vamos responder. Queremos questionar, estimular o diálogo entre os visitantes”, afirma o o paleontólogo Luiz Eduardo Anelli, professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociências (IGc) da USP e curador da mostra.
Estarão expostos alguns itens de sua coleção particular e de um colecionador que conheceu pela internet graças ao interesse pelos dinos. Traz ainda bonecos adquiridos nos anos 50 pelo Instituto, mas que estavam guardados. “Agora eles serão ‘superstars’. Esta é a pré-história dos bonecos, um verdadeiro tesouro, pois mostra como se faziam estas peças antigamente, sem cores, penas, meio tortos”, explica. São ao todo 100 peças: 70 dinossauros e 30 outros bonecos de animais pré-históricos, como crocodilos e alguns répteis voadores geralmente confundidos com dinossauros.
Dinossauros brasileiros

O público poderá ver como eram alguns dos dinossauros que viveram no Brasil, como o Sacissauro, cujos fósseis foram encontrados na cidade de Agudo, no interior do Rio Grande do Sul, e o Baurutitan, um titanossauro descoberto em Uberaba, em Minas Gerais. Anelli conta que, atualmente, considera 28 o número de espécies conhecidas de dinossauros que habitaram nosso território, mas estima-se que muitas outras também tenham vivido por aqui. “O que acontece é que às vezes só se tem o dente ou uma tíbia, por exemplo. Sabemos que é um dinossauro, mas não de qual família, então não temos nem como nomear. Ou então sabemos que o exemplar pertence a uma família, mas não se sabe a espécie, então muitos achados não são assumidos como dinossauros”, explica.
Os 28 dinos nacionais são as estrelas de um livro lançado junto à exposição. Voltado para crianças, Colorindo dinos do Brasil foi elaborado por Anelli junto à escritora Celina Bodenmüller, com ilustrações de Felipe Elias. Foram produzidos 500 exemplares, que poderão ser adquiridos no próprio museu. Este não é o primeiro livro do professor sobre os nossos dinossauros: Dinos do Brasil, voltado para o público infanto-juvenil, levou em 2012 o Prêmio FNLIJ, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, na categoria Informativo, e foi finalista do Prêmio Jabuti no mesmo ano, na categoria Didático e Paradidático.

No também premiado O Guia Completo dos Dinossauros do Brasil, o paleontólogo explica por que no Brasil os vestígios destes animais são sempre tão incompletos. “Os esqueletos encontrados aqui aparecem retrabalhados. O clima que perdurou durante 160 milhões de anos, no período dos grandes dinos, era árido, com chuvas concentradas, o que remobiliza sedimentos e dificulta a descoberta de um esqueleto completo”. O professor explica, no entanto, que mesmo que novas descobertas sejam feitas, a diversidade de espécies aqui deve continuar baixa. “Na Argentina, que tinha um clima mais úmido, se conhece 110 dinossauros. O Brasil não era o melhor lugar para um dinossauro viver – e hoje, não é o melhor lugar para um paleontólogo viver porque o clima estraga muito as rochas”, pontua.
Para pais e filhos
Com a exposição, Luiz Anelli espera trazer um novo público ao Museu, cujo acervo inclui amostras de minerais, minérios, gemas, rochas, espeleotemas, meteoritos e fósseis. “A criançada ama os dinossauros e se elas vêm, os pais vêm junto. Aqui é um museu maravilhoso. Temos aqui, por exemplo, o terceiro maior meteorito do Brasil, o Itapuranga”, lembra. A paixão de pequenos e adultos pelos dinossauros pôde ser comprovada em 2006, durante a exposição Dinos na Oca, realizada no Parque Ibirapuera sob sua curadoria: a estreia bateu recorde de visitação.
Quem for ao Museu de Geociências também poderá ver no térreo do prédio a réplica em tamanho natural de um alossauro. Com 12 metros de comprimento por três metros e meio de altura, o esqueleto foi adquirido pelo Instituto por iniciativa da Oficina de Réplicas do IGc, coordenada pelo professor. “Este é o primeiro dinossauro da cidade de São Paulo”, explica Anelli, que relata que seu gosto por estes animais só surgiu mesmo depois de adulto. “Foi algo que começou quando passei a dar aulas na Universidade. Os dinossauros foram meus melhores professores, me ensinaram a me apaixonar pela pré-história, a aprender sobre tempo geológico e evolução”, afirma.

Visite
A exposição Dinossauros? pode ser visitada até fevereiro de 2016. O Museu de Geociências funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às às 17 horas, com entrada gratuita. O endereço é Rua do Lago, 562 – 1º andar, Cidade Universitária, São Paulo, no prédio do Instituto de Geociências da USP. Veja aqui como chegar. A visita em grupos deve ser agendada pelo telefone (11) 3091-3952.
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